Publicada originalmente pela Tribuna da História (integrada na prestigiada coleção Batalhas de Portugal, sob o número 30), esta obra oferece uma perspetiva inovadora sobre a grande ofensiva anglo-portuguesa que se sucedeu às Invasões Francesas. O livro foca-se na campanha de 1813, demonstrando como a máquina de guerra portuguesa, apesar da sua dimensão reduzida perante as potências europeias, foi absolutamente indispensável para a derrota definitiva das forças de Napoleão Bonaparte na Península Ibérica.
Mendo Castro Henriques cruza de forma rigorosa os fatores estritamente militares com dinâmicas culturais, diplomáticas e políticas da época. A narrativa acompanha o exército aliado, liderado pelo Duque de Wellington, no avanço estratégico que culminou na célebre Batalha de Vitória e nos violentos combates na cordilheira dos Pirenéus. O autor afasta-se das visões historiográficas anglo-centricas para fazer justiça ao heroísmo e ao sacrifício dos soldados portugueses, evidenciando como o seu exemplo ajudou a infletir o paradigma global das campanhas da época: a transição de uma tradicional "guerra entre soberanos" para uma autêntica "guerra entre nações".
Apresentada publicamente pelo General António Ramalho Eanes, a obra funciona como um documento de reparação histórica contra o esquecimento ou a omissão do esforço de Portugal na consolidação da liberdade europeia.
Pilares Temáticos e Ganchos Narrativos
- O Resgate Histórico: A reposição da verdade documental sobre o peso estratégico das brigadas e regimentos portugueses em solo espanhol.
- A Ofensiva Aliada: O planeamento logístico e as táticas militares que permitiram empurrar as guarnições francesas de volta para a sua fronteira original.
- A Máquina de Guerra: A evolução e o amadurecimento operacional de um exército que se reergueu do colapso institucional para combater na elite internacional.